Literatura

 

E não se esqueçam de regar os girassóis
E não se esqueçam de regar os girassóis

Depois de um livro de poemas e outro de crônicas, “E não se esqueçam de regar os girassóis” é o terceiro livro de Sara, o primeiro romance publicado. Mas não é seu primeiro romance escrito, e nem o último; aos 18 anos ela escreveu seu primeiro romance, nunca publicado; entre 2010 e 2012 deu vida a “E não se esqueçam de regar os girassóis” e em 2017 trabalhou em mais um romance.

“E não se esqueçam de regar os girassóis” é uma ficção, um romance que conta a história de dois personagens que vivenciam o mundo de formas bem diferentes. E, ainda assim, desde o primeiro capítulo, mostram-se tão iguais a todos nós. Giovanna é uma mulher jovem, que canta, trabalha, navega na internet, dança, ama a natureza e tem um noivo, é uma moça comum, que faz coisas que toda moça faz nessa era da informação visual e da ditadura da imagem; só que ela está perdendo o sentido mais cultuado do ser humano: a visão. Emanuel é um programador criativo, um palhaço incorrigível, famoso no meio virtual por seus conhecimentos avançados na informática e por seu ativismo polêmico a favor da não-violência; ele é um hacker do bem e invade e desfigura páginas que incentivem qualquer tipo de agressão, é o que ele acredita ser sua missão pela paz. O que os internautas não ficam sabendo é que Manu, como é conhecido entre os amigos, convive há 10 anos com uma deficiência física e se alterna entre muletas e uma cadeira de rodas. Mesmo com experiências tão diferentes, Giovanna e Emanuel têm, de alguma forma, seus passados entrelaçados, e verão seus caminhos se cruzarem para que aprendam e ensinem muito, sobre a completude humana, o perdão, o amor, a confiança, a amizade e a cumplicidade, a esperança e a superação.

Esta obra vem, com toques de poesia e comédia, quebrar tabus da vida real e derrubar clichês literários referentes aos temas abordados. Muita sensibilidade, humor e delicadeza acompanharão personagens cheios de carisma em cada diálogo, em cada uma das imagens cinematográficas descritas de modo a transportar o leitor pra dentro do livro, em cada nova dificuldade em que a trama envolverá os protagonistas e seus amigos. Ao mesmo tempo, é uma história bastante realista, que traz olhares profundos sobre temas como violência, suicídio, perdas, preconceito, traumas e mais. Embora tragam os dois personagens centrais algumas características tão diferentes da maioria de nós, é a magia dos sentimentos universais que fala a todos os corações, arranca gargalhadas e lágrimas e prende o leitor da primeira à última página.

A narrativa, além dos tantos sentimentos e sensações que faz aflorar, mostra-se também informativa e instrutiva, aproximando o leitor do universo das deficiências e de discussões relativas ao tema, como acessibilidade, dicas de convivência, afetividade, aceitação das diferenças, respeito à diversidade e inclusão nos grupos. Em tempos em que falar na inclusão social parece estar na moda em nosso país, um país que, segundo o IBGE, tem pelo menos um quarto da população com alguma deficiência, o preconceito ainda é enorme e os atos de descriminação nos surpreendem a cada dia, e isso só ocorre porque, incrivelmente na era da informação, ainda falta a própria: a informação. Na nossa literatura, nos nossos meios de comunicação e em nossas escolas há uma grande carência de abordagens e discussões saudáveis sobre deficiências, e quando existem abordagens, são, em sua maioria, inconsistentes, romantizadas e piegas, ou só vêm reforçar tabus e velhos paradigmas, aumentando o abismo entre pessoas sem e com deficiência, na verdade partes de um só grupo: a família humana. “E não se esqueçam de regar os girassóis” vem preencher esta lacuna, trazendo a naturalidade, a leveza e a profundidade às discussões e propondo novos olhares e reflexões sobre um tema que não é da quarta parte da população, e sim de todos.

Outro ponto essencial do livro é o prefácio coletivo, uma ideia inovadora que trouxe um colorido único ao trabalho. Para fazer uma leitura teste, Sara lançou uma promoção e sorteou entre os inscritos 10 primeiros leitores da obra. Estas 10 pessoas trocaram ideias, impressões e debateram sobre o livro num fórum virtual, e, de todos esses comentários registrados em texto, Sara elaborou o prefácio, preservando as palavras e a personalidade de cada um de seus 10 coautores.

Para comprar o livro, em versão impressa ou e-book acessível, clique aqui: http://www.sarabentes.com.br/page/loja/

Sara fala sobre “E não se esqueçam de regar os girassóis”: https://www.youtube.com/watch?v=H0YCkhsH5IU&feature=youtu.be

Sinopse “E não se esqueçam de regar os girassóis”:

Uma trombada forte no corredor e coisas derrubadas no chão; é desta maneira bem clichê que Emanuel e Giovanna se conhecem. Só que ele, apoiado em suas muletas, não consegue se abaixar para pegar o que ela derrubou de suas mãos, e ela, com apenas 10% de visão, não enxerga os objetos espalhados no piso. Com humor e realismo, “E não se esqueçam de regar os girassóis” conta a história desses dois jovens, cercados de arte, de amigos interessantes, numa cidade praiana de médio porte onde não é difícil todos terem seus passados entrelaçados. Emanuel é um programador criativo e carismático, um palhaço incorrigível, que traz no corpo as consequências de escolhas violentas e autodestrutivas de um passado já superado, enquanto Giovanna, uma artista sensível que ama a natureza, ainda chora a perda recente do sentido mais valorizado do ser humano: a visão. Ele se esforça para ajudá-la a se superar, a se alegrar e a focar nas soluções, na coragem e no amor, ao mesmo tempo em que continua cumprindo o que acredita ser sua missão: ser um hacker do bem e combater a violência invadindo e desfigurando páginas na internet que incentivem qualquer tipo de agressão. Juntos, viverão desafios e surpresas, terão que encarar preconceitos, inclusive os deles próprios, terão que descobrir maneiras de lidar com suas diferenças e traumas, e verão essa crescente união ameaçada quando uma das invasões digitais de Emanuel mexe com gente perigosa e coloca a vida de Giovanna em risco… Com toques de poesia e olhares profundos, esta estória fala dos corações humanos, e vai te surpreender.

Veja o que os primeiros leitores contam no prefácio do livro:

“Convidei dez pessoas, de diversas idades, áreas profissionais, cidades, vivências e condições físicas, a embarcarem juntos numa viagem diferente. Elas subiram no mesmo trem no qual você está prestes a entrar…

No retorno, eu estava em pé na estação e convidei as dez para um café, em qualquer uma das alamedas da rede. Sentamos e eu estava ansiosa para saber como fora, o que sentiram, o que viram e o que pensaram.

— Preciso dizer que foi um momento mágico, o romance todo – começou Edgar – Aliás, é isso o que você propõe com a história de amor entre Giovanna e Manu: magia. Do início da primeira linha ao seu último ponto final, você presenteia o seu leitor com diversas passagens em que o mais importante é a positividade.

— Que momentos maravilhosos tu me proporcionaste com a leitura deste livro – Karine dizia sorrindo, depois do primeiro gole de café – que presente, cheio de sensibilidade e delicadeza. Terminei com os olhos cheios de lágrimas e com um arrepio bom de felicidade, de luz, sei lá, não sei explicar, só sentir. O texto é lindo, os personagens têm cenas e diálogos tão sensíveis, que chegam como um presente de beleza pra nossa alma. Depois eu comento mais, agora só consigo agradecer por ter sido inundada de tanto bem.

Também muito sensivelmente, porém sempre mais contido, manifestou-se Hiro:
— Eu desde o inìcio já ouvia os sons produzidos pelos passos dos personagens, sentia o cheiro dos ambientes; Este encontro de vidas e destinos me fascinou demais.

Logo em seguida, foi a vez de Juliano:
— Terminei a leitura e posso dizer: infelizmente, porque queria que nunca acabasse! Que grande leitura, que grande história! É difícil descrever com clareza tudo o que senti… Cada momento, cenário e paisagem foram cuidadosamente fixados em minha mente. Queria poder estar lá. Foi lindo! Foram poucos livros que li até agora que me proporcionaram tantos pensamentos e sentimentos.

— Terminei a leitura ainda há pouco e não consigo pensar em palavras que traduzam o que senti com essa linda história – comentava Tainara, com seu costumeiro sorriso sereno, aromatizado com café – Foram tantos sentimentos aflorados com a leitura. Você tem um modo muito peculiar de escrever que nos envolve e nos transporta para dentro do que está narrando. Incrível! Gostaria de agradecer pela sua generosidade em compartilhar o amor de Giovanna e Manu conosco. Quero mais!
— Bom, a vida deles continua! Estejam certos de que um volume II já existe em algum lugar… – afirmei.
— Eu li a obra em apenas três goles, como fazemos quando tomamos um suco saboroso. – Manifestou-se Natália, com sua voz amiga, após saborear o último gole de café da xícara.
— Devo reconhecer que me falta vocabulário para expressar o que senti durante toda a leitura da obra – falava Diniz, com emoção e doçura transbordando pela voz – Concluí a leitura há alguns minutos e vou relê-lo. Cada palavra usada, cada tom, cada colocação feita da maneira certa e no momento certo… Escritores renomadíssimos, em tantos livros, não me trouxeram tantas boas sensações as quais essa obra provoca. Sem exagero nenhum, o livro tem, para mim, qualidade de best seller. Chorei e gargalhei em diversos pontos.

— E o que são as descrições do Manu? Apaixonantes. Também senti tudo na dose certa, no momento justo. – Acrescentou Karine, entre os goles da segunda xícara de café.
— Parei pra chorar umas 10 vezes com essa história… – Contava Juliana, do seu jeito generoso – É tão verdadeira, as pessoas com certeza conseguiram se reconhecer ou reconhecer alguém amado. Achei uma delícia, as palavras se completam, o que faz desse livro do tipo em que os olhos deslizam e se torna muito fácil de ler. Em cada frase tive a impressão de escutar os sons da cena, por sua perfeita descrição dos acontecimentos. É um livro que vou ler outra vez e indicar pra sempre, ou quando perceber que alguém gostaria de se encontrar com a magia que vive em torno de pequenas e simples coisas.

Com a voz cheia de brilho e sorriso, e de mãos dadas com seu companheiro amado, Renata tomou a palavra:
— Quero dizer que o livro é apaixonante desde a primeira página e dá vontade mesmo é de ler em três goles, como disse a Natália. A leitura é instigante do início ao fim, e especialmente eletrizante a partir de uns 60%! A história é emocionante e muito informativa também. Eu estou decidida a comprar vários exemplares e sair dando de presente pra todo mundo!
— Vá em frente! – Apoiei.
— É preciso espalhar por aí algo tão bom! – ela continuava – O casal nos arranca sempre boas risadas e nos inspira profundamente. Quanta profundidade e delicadeza ao tratar assuntos tão sérios e difíceis!

Glauco, seu companheiro, entusiasmado, falou:
— Olha, sou mais um dos que ficaram quase sem palavras… São várias e várias cenas incríveis, de grande força poética e de pungente realidade. Nesses últimos capítulos, chorei muito, acho que por identificação mesmo… Em inúmeros aspectos… Em todo o romance, você soube muito bem captar e traduzir em palavras a verdade daquilo que passa nos nossos corações, tanto nos momentos mais difíceis como nos mais felizes, independentemente de ser coração de pessoa com deficiência ou não.

— O que de fato liga as pessoas é o amor, o sentimento, são as atitudes, pequenos gestos e palavras, e disso o livro está cheio! – Complementou Juliano, com seu coração enorme.
— Quanto às questões referentes à forma com que as deficiências são tratadas – continuava Glauco – acho que está perfeito, super sensível, informativo, com toques de humor e realismo que nos sensibilizam o tempo todo, nos deixando sempre ansiosos pelo próximo capítulo… Acho até que esse livro deveria ser leitura obrigatória! Em especial, gostei muitíssimo da forma que você abordou e descreveu as cenas de amor romântico entre Giovanna e Manu. Penso que foi super importante você ter mostrado uma personagem deficiente visual feminina, em cenas tão provocantes e sensuais. Com isso, o seu leitor poderá se tocar de que a mulher cega pode ser tanto ou mais sedutora quanto qualquer outra mulher!

— Sim, adorei como você tratou a intimidade sexual dos seus protagonistas, esse é um assunto que precisa muito ser discutido. – reforçou Edgar.
— Como alguns colegas bem disseram, todos deveriam ter acesso a essa leitura – Tainara voltou a falar – Ouso até dizer que poderia ir além, seria um lindo roteiro para filme.

Encerrando sua xícara de café, Diniz também teve algo mais a expressar:
— A obra prende o leitor do início ao fim. O carisma e a sensibilidade de cada personagem me trouxeram profundo sentimento de admiração e de que o mundo ainda vale a pena. Pude refletir sobre diversos pontos abordados, valores, sensações e muitas outras coisas.
— Transbordo de felicidade ao ouvir tudo isso, Giovanna e Manu também – eu dizia – E que façam uma ótima viagem os próximos leitores. Gratidão profunda a todos vocês!
— Obrigado a você pelo presente que nos está dando a todos, plantando essas infinitas sementes de girassóis nos nossos corações e no mundo! – finalizava Glauco – Então, agora, não nos esqueçamos de os regar todos os dias!!!”

Edgar Jacques, Glauco Cerejo, Hiro Fukamizu, Ju Panissa, Juliano Barbosa, Karine Rodrigues, Leondeniz Cândido, Natália Nami, Renata Fonseca e Tainara Lins.
Prefácio extraído do livro “E não se esqueçam de regar os girassóis”

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Quando Botei a Boca no Mundo
Quando Botei a Boca no Mundo

O que passa na tela mental de uma pessoa que não enxerga mais? Em quê encontrar graça e alegria pra encarar os novos desafios e ressignificar as “perdas”? Que piada fazer dos próprios micos e enganos? Como reagir às perguntas mais esdrúxulas e aos comentários piegas sobre a deficiência? Por que não sonhar com um invento tecnológico que permita a pessoas cegas a paquera e a troca de olhares? Como se comunicam uma pessoa cega e outra surda? Que adaptações fazer para uma moça que acaba de perder a visão continuar atuando como apresentadora e repórter de um telejornal? Como é a vida de uma viajante cega pelos metrôs e ruas de uma metrópole como São Paulo? qual a melhor maneira de abordar e ajudar uma pessoa com deficiência? Tudo isso Sara Bentes, uma jovem artista, dinâmica e cheia de projetos, passa a aprender e ensinar logo após viver, aos 27 anos, o seu, como ela própria diz, “apagão”. Os diálogos consigo mesma, as superações e dificuldades, as situações pra lá de inusitadas e histórias pitorescas que vivencia ao lado de Izadora, sua bengala lilás, ela transforma em crônicas divertidas e instrutivas, informando, minimizando preconceitos e aproximando diferentes realidades. Quando Botei a Boca no Mundo é uma reunião dos textos originalmente publicados no blog Boca no Mundo, criado por Sara em 2010. O livro traz olhares novos e positivos sobre diversos temas e é uma leitura leve e gostosa para todas as idades.
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Sara, além de letrista, escreve poemas, crônicas, contos e romances. Lançou em 2011 seu primeiro livro, “Fotografias Poéticas de um Olhar Viajante”, de poemas. E acaba de lançar em 2013 o livro de crônicas “Quando Botei a Boca no Mundo”. Confira as sinopses dos dois trabalhos:

Capa do Livro Fotografias Poéticas

 

Fotografias Poéticas de Um Olhar Viajante reune 40 poemas (ou prosa poética) de Sara Bentes. O livro é sua estreia oficial na literatura e nasceu para compartilhar ricas vivências transformadas em poesias. Ao longo de viagens a 10 diferentes países, ou simplesmente de uma viagem em pensamento, nasceram registros de experiências bastante peculiares, de grandiosas paisagens, sentimentos e sensações, desejos, devaneios, descobertas, saudades de outro país e muito amor pelo Brasil, bem como por seres humanos, pela vida. Essas fotografias poéticas fazem do leitor um cúmplice companheiro de uma viagem livre do tempo e do espaço, onde o “olhar” é muito mais que somente a observação visual, e não se contenta com apenas ver, mas sim viver a poesia, uma viagem onde todos os sentidos são provocados, onde novas reflexões e tantos sentimentos são despertados. Certamente o leitor que decide embarcar na poesia de Sara Bentes, não chega o mesmo ao fim da viagem.
Adquira o seu, em versão impressa ou digital, neste link: www.clubedeautores.com.br/book/41451–Fotografias_poeticas_de_um_olhar_viajante

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